romances y músicas: don quijote de la mancha

demorou, mas chegou: meu exemplar da pérola don quijote de la mancha, romances y músicas, no premiado álbum de jordi savall, aclamado como melhor gravação do ano pelo le monde francês(2006), além de nominações de várias outras referências nada desprezíveis como a diapason, goldberg, entre outros.

creio que o espetacular romance de miguel de cervantes dispensa apresentações. afinal, 400 anos depois ainda falamos dele e o reverenciamos como um dos melhores livros já escritos.

quanto ao álbum, impressiona em vários aspectos: o papel de primeira qualidade, a preciosa tradução em 6 idiomas (castelhano, francês, inglês, alemão, italiano e japonês) – cada qual precedida por uma bela reprodução da capa da primeira edição do el quijote em cada idioma – o alto padrão de qualidade gráfica, a música excelente e a seleção dos textos extraídos do romance original.

e para fechar este post, uma citação atribuída a sancho panza, o fiel escudeiro do nosso herói quijote: “donde hay música no puede haber cosa mala” (don quijote de la mancha, parte II, cap. XXXIV)

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para gostar de ballet

uma tarde de chuva, ainda que bela, implica necessariamente uma limitação de opções ao ar livre, de modo que programas como assistir a um bom espetáculo se tornam ainda mais atrativos no rol de opções de entretenimento. foi com este espírito que tive a grata surpresa de encontrar uma nova coleção de DVDs de banca, que se propõe a trazer o melhor do ballet. bailarina de passado e coração, me encantei imediatamente com os dois títulos da edição de lançamento: o encantador o quebra-nozes, numa versão vigorosa e surpreendente a cargo do ballet do Convent Garden; e a branca de neve, interpretado pela sensacional tamara rojo, primeira-bailarina do royal ballet de londres (música de emilio aragón e coreografia de ricardo cué).

não achei os encartes tão interessantes, nem mesmo entendi direito o porquê da ana botafogo, nossa primeira bailarina do teatro municipal do rio de janeiro, aparecer com tanto destaque na capa do encarte – além do argumento de autoridade, naturalmente. particularmente, tenho uma opinião que este tipo de coleção deveria exercer também um caráter educativo, de formação de platéia. não é nem de longe o que o expectador/leitor vai encontrar nos encartes.

seja como for, a coleção promete, anunciando para as próximas edições um repertório muito interessante do mundo do ballet – incluiundo salas lendárias como o Bolshoi e a Ópera de Paris, além de nomes consagrados entre compositores, bailarinos e músicos. particularmente, destaco carmen, don quijote e o retorno do pássaro de fogo. se a qualidade das gravações se mantiver, fica a dica para um investimento de ótimo custo/benefício para quem é fã de ballet.

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