Music calling for action

In the words of the Venezuelan conductor Gustavo Dudamel, ‘with an instrument you own the world’. He is one of the many believers in music’s power to unite and inspire people regardless of any possible barrier they may face.

Music can help us tell compelling stories, engage armies, share complex ideas and feelings, motivate action, promote meaningful conversation. Music can reach and touch people far beyond the limits of spoken words – in fact, music is this universal language by which human links are made without the need to share any common language.

The use of music to help convey messages is not new, but it is always delightful to find out about new uses. Continue reading “Music calling for action”

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The Long Journey Of Women To The Podium

Listening to one of my favourite radio programmes the other day – BBC Radio 3’s Music Matters – I was delighted to learn more about a fascinating history of Mrs. Sylvia Caduff, the world’s first maestra. So many achievements, so many milestones… it is a shame her name is not spoken and revered everywhere when we comes to great conductors!

Who would say she had to hide behind a window of a room where Mr. Herbert von Karajan was giving a masterclass to young conductors at Lucern Festival one day, only to approach him by the end of it and… secure a test! Her very first time conducting, no formal specific study at all prior to that occasion – apart from conducting via… the radio at home.

Later on, Mrs. Caduff had some specific study, and was Leonard Bernstein’s assistant at the New York Philharmonic. Continue reading “The Long Journey Of Women To The Podium”

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Discovering Sound at Belgais

icon for silenceClaudio Abbado, our forever conductor of the Berliner Philharmoniker, referred to the importance of listening and of silence in music. Daniel Barenboim, one of the finest pianists and conductors of our time, also celebrates silence in music:

There are many types of silence. There is a silence before the note, there is a silence at the end and there is a silence in the middle.
— Daniel Barenboim

The celebrated tireless Portuguese pianist, Maria João Pires, once more shares thoughts and feelings about sound and silence. And goes beyond: teaches and shares her personal discoveries of a lifetime, after having dedicated her entire life to the piano. Continue reading “Discovering Sound at Belgais”

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minueto: a “música do respeito”

Tema recorrente em algumas conversas interessantes recentes, estou já há algum tempo para compartilhar o pouco que sei sobre minuetos. Minueto é um verbete exclusivo do jargão musical. Acredita-se que sua etmologia esteja relacionada aos pas menus, ou seja “passos diminutos” com os quais é dançado. Escrita em compasso 3/4, consiste de uma dança elegante e graciosa de origem francesa: uma dança da sociedade por excelência, com etiqueta coreográfica própria, exigindo equilíbrio, controle e graça.

Incluída numa ópera de Jean-Baptiste Lully em 1673, rapidamente ganhou a corte de Luis XIV, e com ela a sociedade europeia, chegando a se tornar a rainha das danças nos palácios e palcos, do barroco a fins do século XIX.

Como forma de dança, é essencialmente cortesã como foram as também barrocas giga e sarabanda. Do ponto de vista musical, sua importância histórica advém do fato de ter sido a única forma usada não apenas nas suítes do barroco, mas em sinfonias e outras grandes obras instrumentais. Adorada pela nobreza afeita ao mecenato, tornou-se hábito entre os compositores da música de concerto da época, incluir minuetos em suas sinfonias e peças da música de câmara.

Entre os grandes nomes, Haydn foi o primeiro a usá-lo numa sinfonia. Em suas sonatas, o minueto passou a substituir o movimento mais lento. Ao contrário do costume da época, Haydn os compôs em andamento mais rápido – numa espécie de antecipação a Beethoven, que mais tarde veio a transformar o minueto em scherzo: um minueto do ponto de vista formal porém com andamento ainda mais rápido. Assim como Haydn, também Mozart fez amplo uso do minueto em seus concertos – repletos da suavidade e graça peculiares de sua escrita musical.

Com a Sala dos Espelhos do Palácio de Versalhes em mente, não é difícil imaginar a entrada leve dos pares de nobres, fazendo reverências mútuas e ao rei, numa expressão máxima do esplendor cerimonial da corte, através da graça, solenidade e expressão dos sorrisos. Com esta imagem fica fácil entender o porquê do minueto ser chamado “música do respeito” – a música das pessoas que “se sent“, nas palavras do filósofo Saint-Simon, numa alusão à respeitabilidade do que se é.

Enquanto “música do respeito” encontrou em Luis XIV – o rei sol, patrono das artes e ele próprio tido como excelente bailarino – um admirador devotado. Uma ótima oportunidade para conferir esta relação é assistir ao filme Le Rois Danse (França, 2000, dirigido por Gérard Corbiau). Um extrato de 3 trechos de dança do filme pode ser conferido no youtube.

A lista de belas composições em forma de minueto é longa, mas qualquer que seja a seleção, na minha modesta opinião algumas peças não podem faltar:

  • o Minueto do Concerto de Brandenburgo No. 1, de Johann Sebastian Bach, publicado em 1718
  • o Minueto do Quinteto de Cordas Op. 13, Nr 5, G. 275, de Luigi Boccherini ,publicado em 1775 – este considerado por muitos “o” minueto dos minuetos
  • os Minuetos erroneamente atribuídos a Johann Sebastian Bach com índices BWV 113 a 116. Registrados para a posteridade no Notenbüchlein für Anna Magdalena Bach são respectivamente: 113 e 116 de autor desconhecido; 114 e 115 de Christian Petzold
  • dentre as muitas joias escritas na forma de minueto por Franz Joseph Haydn, o da Sinfonia Nr 100 em G maior, “Militar”, publicada em 1793
  • o terceiro movimento da Serenata em G maior, K. 525 “Eine kleine Nachtmusik“, e o terceiro movimento da Sinfonia dos Brinquedos, ambos de Wolfgang Amadeus Mozart
  • o Minueto em G maior, Op. 10, Nr 2, de Ludwig van Beethoven
  • o Minueto da Sonata para violão em C maior, Op. 22, Nr 3, de Fernando Sor (minha favorita na interpretação do inglês Julian Bream)

E para fechar, compartilho aqui minha seleção de minuetos, como petit cadeau de Natal… para apreciar sem moderação! 🙂

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embaixadores da música da Terra

Ouvindo Bach pelo trânsito da metrópole hoje, me peguei pensando sobre a “garrafa no espaço” lançada pelas espaçonaves Voyager 1 e 2, nos idos de 1990, quando adentraram o vácuo (espaço vazio).Terão sido encontradas?
Para quem não conhece este capítulo interessantíssimo dos feitos da NASA, recomendo fortemente este website (disponível apenas em inglês). A ideia do disco de ouro é simples: se você pudesse lançar uma garrafa no espaço, que mensagem você colocaria para alguém (ou algo) muitos anos distante do nosso sistema solar?
A NASA escolheu uma seleção de fotos da Terra, uma seleção de saudações em vários idiomas (55), 21 sons diferentes representando a vida no planeta, e nada menos do que 28 músicas escolhidas como pérolas do repertório oriental e ocidental. Dentre estas 28 selecionadas (veja lista completa aqui), 3 são obras de Bach! Dentre os clássicos, figuram ainda na lista Beethoven, Mozart e Stravinsky. Mas em quantidade, Bach é o mais recorrente.
Me pergunto que outros viajantes espaciais (além de nós terráqueos, claro) não cederiam ao encanto de uma belíssima saudação iniciada com nada menos do que o primeiro movimento do Concerto de Brandenburgo Nr. 2 em Fa maior!
Se você fosse chamado a compor esta lista dos embaixadores da música da Terra, quais músicas selecionaria?

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