When Virtual Reality meets the orchestra

Welcome to the digital society of the 21st century. A society where any time, any where, at your fingertips, is increasingly and faster than ever, becoming the standard across industries, products, geographies and people.

It is no longer about millennials only – it is about our contemporary society and our everyday life across the globe. It is about mobility and convenience, as well as the consolidation of the smartphone era.

This new normal challenges the status quo as a whole – and the orchestras are no exception. Standing still is no option at all, and the way to the very survival involves a fair deal of innovation, strategy, technology and customer-centric attitude. It involves reimagining the possibilities and embracing new ways to conveying a message, to engaging with the audiences, to providing relevant and fulfilling experiences with music. Continue reading “When Virtual Reality meets the orchestra”

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Concertos Especiais OSESP via internet com Nelson Freire

Oportunidade para você que não estará na Sala SP nesta quinta-feira 3/out: a Série Concertos Especiais da OSESP traz um programa muito interessante, com a orquestra da casa, o solista Nelson Freire, a regente titular Marin Alsop, e uma oferta já não mais tão nova embora sempre bem-vinda – transmissão ao vivo via internet!

Das peças escolhidas para o programa – uma Fantasia sobre o Hino Nacional (Clarice Assad), o Concerto para Piano no. 4 de Beethoven (Op. 58), e a 5a. Sinfonia do russo Prokofiev (Op. 100) – estou bastante interessada em ouvir a primeira, e de antemão ansiosa para ouvir a interpretação de Nelson Freire para a peça do Beethoven! Para conhecer mais sobre as obras, recomendo as notas de programa disponíveis no site da OSESP.

O concerto será transmitido à partir das 20:45 e se inicia às 21:00. Se você nunca assistiu a uma transmissão online da OSESP, é sempre bom se planejar para estar conectado com alguns minutos de antecedência para o caso se ser necessária alguma instalação de software no seu computador. Ou se tiver oportunidade, sempre vale a dica de tentar assistir a um concerto gravado para testar a infraestrutura com antecedência: basta acessar o site a qualquer momento.

É isso. Bom concerto! 🙂

Programa – Série Concertos Especiais
3/Out/2013  21:00


Clarice ASSAD
Terra Brasilis – Fantasia sobre o Hino Nacional Brasileiro

Ludwig van BEETHOVEN
Concerto nº 4 Para Piano em Sol Maior, Op.58

Sergei PROKOFIEV
Sinfonia nº 5 em Si Bemol Maior, Op.100

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Melhores orquestras do mundo

Royal Concertgebouw Orchestra (Amsterdan)

Buscando algumas referências para embasar um tema que pretendo abordar lá no ThinkingBiz – para quem ainda não conhece, o meu blog de estratégia e sustentabilidade – me deparei com uma lista publicada pela Revista Gramophone inglesa, em 2008, com o resultado de uma análise de qualidade que, envolvendo 11 críticos especializados de 7 países, chegou uma lista das melhores orquestras do mundo.

Mais do que a grata felicidade que um aficcionado sente ao descobrir que já teve a oportunidade de apreciar concertos de algumas das orquestras listadas, como brasileira, fiquei ainda mais feliz com o fato de a nossa OSESP (a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) ter sido mencionada entre as 3 indicadas como emergentes (up and coming), ao lado da Royal Liverpool Philharmonic e China Philharmonic Orchestra.
É bem verdade que desde 2008, ano em que John Neschling (atual Diretor Artístico do Theatro Municipal de São Paulo), ainda reinava como Diretor Artístico e Regente Titular da OSESP, e à frente de gravações internacionalmente premiadas (5 Diapason Dor’s e mais um grammy latino), muita coisa mudou na OSESP inclusive a direção – Neschling foi demitido por razões meramente políticas em 2009, e desde então a orquestra teve novo Diretor Artístico e uma grade móvel de regentes (nenhum brasileiro, vale mencionar).
Mas voltemos aos primeiros colocados da lista da Gramophone. Veja a matéria original para a lista completa dos 20 classificados.
  1. Royal Concertgebouw Orchestra (Amsterdan)
  2. Berlin Philharmonic
  3. Vienna Philharmonic
  4. London Symphony Orchestra
  5. Chicago Symphony Orchestra

A primeira e a quinta ainda estão fora da minha lista de programas realizados… A quinta deve permanecer por mais algum tempo, mas ao menos a primeira está na agenda próxima da Temporada 2013 da Sociedade de Cultura Artística aqui em São Paulo! Para os concertos na Sala São Paulo, os concertos já se esgotaram. A boa notícia é que eles farão um concerto ao ar livre no Parque do Ibirapuera – não é a mesma experiência, mas já vale como amostra grátis 😉

Serviço:
CONCERTO AO AR LIVRE. Parque Ibirapuera
23 de junho, domingo, 11h
Programa:
ENESCU Rapsódia nº 1 (De: Rapsódias romenas, op. 11)
PROKOFIEV Romeu e Julieta (trechos)
STRAVINSKY O pássaro de fogo (trechos)
VILLA-LOBOS Tocata, “O trenzinho do caipira” (De: Bachianas brasileiras nº 2)
BIZET Farândola (De: L’Arlésienne, suíte nº 2)
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Conversar, ouvir, ovacionar. Tudo a seu tempo!

Créditos: cartunista Claude Serre.

Já tratamos aqui no LesAmis de um tema que anda permeando discussões nos quatro cantos do mundo ultimamente, a questão da “modernização” de algumas convenções do mundo da música de concerto para tornar o gênero mais atraente para os jovens.

Até me considero uma pessoa aberta para receber e sabatinar novas ideias mas por mais que eu entenda o que está em jogo, realmente não me convenci até o momento que a solução precisa necessariamente passar por liberalidades que possam incomodar a apreciação de uns em detrimento da expressão de outros.

Em publicações europeias tenho lido vários artigos interessantes sobre a matéria. E me chama atenção que as inovações que as salas de concerto vêm experimentando passam por soluções bastante mais moderadas do que tenho visto ser discutido por aqui. Mas então, como diria um grande amigo: por que não me espanto?

A Gramophone de maio passado, por exemplo, traz uma matéria interessante assinada pela jornalista e musicista Rebecca Hutter, que conta como foi sua experiência assistindo um dos concertos da série MusicUpClose cuja proposta é aproximar a audiência dos músicos e do regente, proporcionando a eles oportunidade de conversar sobre as obras, endereçar dúvidas e compartilhar experiências. Em resumo, os concertos desta série têm sessões para ouvir música e sessões para conversar sobre música.

Créditos: cartunista Gary Blehm

Notem que ninguém falou em conversar, aplaudir, ovacionar, etc, durante a execução das obras mas conversar, questionar, testar, compartilhar em momentos específicos entre as execuções. Pode parecer uma diferença pequena mas, acreditem ou não, é o norte da diferença de abordagens de soluções que tenho percebido nas discussões que tenho acompanhado por aqui (Brasil) e por lá (Europa).

Quem está habituado a frequentar ou já esteve pelo menos uma vez num concerto da OSESP na Sala São Paulo, sabe que chegando mais cedo na Sala pode participar do Falando de Música, onde se conversa sobre as obras do programa do dia, peculiaridades, contexto histórico e outras informações de interesse para o público. Particularmente, gosto muito deste serviço.

Note que, ainda que o formato atual do Falando de Música não inclua a presença e interação da audiência com os músicos, já representa um grande diferencial em relação ao formato tradicional da oferta de concertos, que no máximo inclui um programa e notas bem escritas.

Uma outra discussão que me atraiu a atenção foi uma enquete iniciada pelos Jovens Amigos da Filarmônica de Berlin, numa referência a um artigo publicado pelo Huffington Post. A autora defendia que a audiência deveria ser encorajada a aplaudir a qualquer momento como forma de reconhecer um bom desempenho da orquestra, e argumentou que no final do século XIX o público gritava, subia nas cadeiras, e se manifestava livremente, enquanto que hoje os jovens precisam se submeter às regras de etiqueta rígidas impostas desde então nas salas.

Quem ler as respostas da enquete, vai encontrar minha opinião registrada por lá em inglês, e publicada aqui a seguir numa transcrição para o português:

Este assunto é realmente polêmico. Tentei rever minha primeira escolha, mas ainda não consigo me imaginar gostando da experiência difusa de ter pessoas que interagem com a execução a qualquer momento, enquanto ela está se desenvolvendo. Pode-se afirmar que é um comportamento esperado após anos apreciando concertos no formato tradicional. Mas, então, eu não consigo imaginar um melhor ambiente para que os músicos possam se concentrar e interagir – uns com os outros e com público – que não seja pela apreciação silenciosa da audiência. Entendo que isso pode não ajudar a atrair o público mais jovem, mas me pergunto se eles não deveriam ser educados para reconhecer e respeitar as diferenças – apreciar um concerto pode ser individual, mas como público o fazemos compartilhando um ambiente coletivo.

Longe de mim tentar esgotar a discussão. Mas, como comecei afirmando, acredito que a solução deve passar por abordagens mais moderadas, um meio de caminho entre os extremos. E você, o que pensa?

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Um passeio com OSESP por obras menos conhecidas

Que tarde mais agradável esta de 28 de agosto com a OSESP na Sala SP. O programa não é daqueles que atraem multidões, e talvez até por este motivo a satisfação seja ainda maior. Jeux, do francês Debussy abriu o programa, mas particularmente não conhecia e não tenho certeza se gostei muito da peça; talvez algo similar ao que sentiram os parisienses na estreia em 1913.

Na sequência, a pérola da tarde: o Concerto para Piano Nr 2, Opus 22, do também francês Camille Saint-Säens, na interpretação do virtuoso e simpático pianista macedônio Simon Trpceski. Esta peça figura entre as mais conhecidas do repertório de concertos para piano entre os virtuosos, e Simon a executou com grande maestria e graça. Pela primeira vez num país da América Latina, sua postura dócil e atenciosa com o público foi muito marcante. O presentinho do bis foi um Prelúdio de Chopin que Simon comentou remeter à sua infância, já que o havia tocado pela primeira vez aos oito anos (!).

A segunda parte do concerto foi bem interessante: Lendas Lemminkäinen, Opus 22, do finlandês Jean Sibelius. Escrita em 4 movimentos, descreve musicalmente uma passagem do Kaleva, remetendo às lendas e poemas da tradição nórdica antiga. Para fazer jus a esta tradição, a narradora Regina Braga entrou em cena imediatamente antes do início da execução de cada movimento, antecipando para o público uma breve descrição da cena que ele se proporia a contar musicalmente. Execução belíssima, arrancando palmas efusivas do público. Excelente programa!

Como de praxe, fica como presentinho um video com o próprio Simon Trpceski executando o primeiro movimento do Concerto para Piano Nr 2 de Saint-Säens… Enjoy!

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nota de concerto: OSESP 15/Mai

Apesar de estar fora da minha assinatura, o concerto de hoje da OSESP na Sala São Paulo tinha programa digno de candidato a encher meus olhos (e ouvidos): uma abertura (Manfred, Op. 115) e uma sinfonia (#2, Op. 61) de Schumann e o Rückert Lieder do Mahler. Repito aqui algumas rápidas notas já publicadas via Twitter…
… boa interpretação da mezzo soprano Petra Lang para as canções do Mahler, mas sinceramente preciso dizer que ando intolerante com convidado internacional que não se digna a um único petit cadeau como bis em resposta à efusiva acolhida do público brasileiro. Deselegante para dizer o mínimo.
… belíssimo trabalho de interpretação das peças de Schumann previstas no programa. Especialmente para a Sinfonia #2, Op. 61! O regente convidado John Nelson foi muito feliz na condução e a orquestra respondeu à altura. Destaque para os metais, que fizeram um ótimo trabalho!

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